Capacitação na Reforma Tributária chega a 41 cidades até dezembro

CFC e Fenacon levam a capacitação na Reforma Tributária a 41 cidades até 22/12. Veja as etapas, as metas e o que muda para o escritório.
Profissionais contábeis em auditório durante capacitação na Reforma Tributária promovida por entidades do setor

A capacitação na Reforma Tributária entrou em nova fase. Em reunião plenária de 8 de outubro de 2026, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Fenacon apresentaram a segunda etapa do programa conjunto. O anúncio consta em notícia divulgada pelo CFC sobre as ações das duas entidades.

Nessa etapa, o programa percorre 41 cidades até 22 de dezembro. Além disso, as entidades fixaram a meta de alcançar 20 mil profissionais no período. Para o dono de escritório, no entanto, o anúncio diz mais do que um calendário de eventos.

Na prática, a iniciativa expõe um diagnóstico do próprio setor: falta mão de obra qualificada. Por isso, as entidades também passaram a formar gente para áreas operacionais, como departamento pessoal e fiscal. Esse movimento afeta diretamente a forma como o escritório contrata, treina e organiza a equipe.

O que CFC e Fenacon anunciaram sobre a capacitação na Reforma Tributária

O anúncio reúne três frentes de trabalho. A primeira é a segunda etapa da capacitação na Reforma Tributária, que já está em andamento. As outras duas miram públicos diferentes e prazos mais longos.

Nesta fase, o programa passa pelas 41 cidades até 22 de dezembro. Assim, a meta declarada é atingir 20 mil profissionais em pouco mais de dois meses. O foco, portanto, recai sobre quem precisa dominar as novas regras para aplicá-las no dia a dia.

Em seguida, as entidades planejam a terceira etapa para 2027. Dessa vez, o alvo são os micro e pequenos empresários, com a participação do Sebrae e da CNC. Ou seja, a capacitação na Reforma Tributária também deve chegar aos clientes dos escritórios.

Por fim, a Fenacon conduz um projeto-piloto no Rio Grande do Sul. Nesse caso, a federação atua com o Senac e com empresas de software. O objetivo é formar profissionais para as áreas de departamento pessoal, fiscal, administrativo e financeiro.

Por que DP e fiscal viraram prioridade do setor

O piloto gaúcho chama atenção porque não trata apenas de atualização técnica. Na prática, ele busca formar mão de obra para funções que sustentam a rotina dos escritórios. Com isso, as próprias entidades reconhecem que o mercado não encontra profissionais preparados em número suficiente.

Esse movimento ganha peso com a transição tributária. Afinal, a mudança de regras exige equipes atualizadas justamente nas áreas em que já falta gente. Como já mostramos em Apagão contábil e Reforma Tributária, a escassez de profissionais e o novo sistema formam uma combinação delicada para o setor.

O fiscal concentra boa parte dessa pressão. Por exemplo, temas como IBS e CBS na NFS-e já exigem atenção das equipes que emitem e conferem documentos. Sendo assim, a capacitação na Reforma Tributária deixa de ser apenas atualização e passa a ser condição para manter a operação funcionando.

O departamento pessoal também segue no radar. Afinal, a rotina trabalhista continua exigindo precisão, prazos rígidos e conhecimento de normas. Por isso, a inclusão de DP no piloto reforça que a carência de mão de obra vai além da área tributária.

Capacitação na Reforma Tributária e a disputa por talento nos escritórios

Para o dono de escritório, a falta de profissionais aparece em três frentes. A contratação fica mais lenta quando há poucos candidatos preparados. Além disso, o treinamento consome horas de quem já tem experiência e poderia atender clientes.

Outro ponto é o risco de perder o analista depois de formá-lo. Afinal, quando várias empresas disputam o mesmo perfil, o profissional treinado se torna mais visado. Dessa forma, o investimento em formação tende a exigir também uma política de retenção.

O anúncio das entidades não traz números sobre o custo de contratar ou treinar um analista. Ainda assim, o escritório pode fazer essa conta com dados próprios. Entram nessa conta o tempo de vaga aberta, as horas de supervisão e o prazo até a autonomia do novo contratado.

Nesse cenário, a capacitação na Reforma Tributária oferecida pelas entidades serve como apoio. No entanto, ela não substitui a formação interna, que ensina os processos e o padrão de cada escritório. Por isso, faz sentido combinar os eventos externos com um plano de treinamento dentro de casa.

Também vale observar o papel das empresas de software no piloto do Rio Grande do Sul. Na prática, o profissional de hoje precisa dominar a norma e a ferramenta ao mesmo tempo. Logo, a formação técnica e o uso dos sistemas caminham juntos.

O que a capacitação na Reforma Tributária muda na rotina do escritório

Uma equipe operacional bem formada libera os sócios para outras demandas. Com isso, sobra mais tempo para o atendimento consultivo, que ganha relevância durante a transição. Os clientes vão precisar de orientação para entender o novo sistema e planejar decisões.

O calendário próximo reforça essa necessidade. Como detalhamos em mudanças tributárias em 2026, o ano já traz alterações relevantes para as empresas atendidas. Assim, a capacitação na Reforma Tributária da equipe interna se torna a base desse trabalho.

A terceira etapa do programa, voltada a pequenos empresários, também pode mudar a conversa com o cliente. Afinal, o empresário que participar dos eventos pode chegar às reuniões com mais informação e mais perguntas. Portanto, a equipe precisa conhecer o mesmo conteúdo que o cliente vai receber.

Na prática, o escritório que organiza a formação agora ganha tempo para revisar processos e antecipar dúvidas. Dessa forma, consegue explicar impactos com mais segurança quando a demanda dos clientes aumentar.

O que fazer agora

  • Consultar a notícia oficial do CFC sobre as ações conjuntas e acompanhar os canais das entidades para conferir a agenda das 41 cidades.
  • Definir quais colaboradores participam da segunda etapa até 22 de dezembro, com prioridade para as áreas fiscal e de DP.
  • Mapear as funções com maior dificuldade de contratação: departamento pessoal, fiscal, administrativo e financeiro.
  • Calcular o custo interno de contratar e treinar um analista, com base no tempo de vaga aberta e nas horas de supervisão.
  • Criar um plano de formação interna que complemente os eventos externos e inclua o uso dos sistemas do escritório.
  • Montar uma política de retenção para os profissionais recém-capacitados.
  • Preparar a equipe para atender micro e pequenos empresários que participarem da etapa de 2027.
  • Acompanhar o piloto da Fenacon no Rio Grande do Sul para saber se o modelo chegará a outros estados.
  • Acompanhar novas análises sobre mercado e tributos no blog com conteúdos sobre contabilidade.

Fontes

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