Existe um número que deveria estar no radar de todo dono de escritório de contabilidade agora. A maioria, porém, ainda não olhou para ele com a atenção que merece.
Uma pesquisa da Robert Half, divulgada pela Fenacon, mostrou algo revelador: mais da metade das empresas brasileiras — 53% — vai precisar contratar pelo menos três novos colaboradores só para dar conta da Reforma Tributária, em fase de implementação entre 2026 e 2033.
Para escritórios contábeis, esse número é ainda mais desconfortável. Afinal, não é só a carteira de clientes que vai demandar mais gente qualificada para lidar com IBS, CBS e o período de convivência entre os sistemas antigo e novo. É o próprio escritório que vai precisar se reforçar para sustentar essa complexidade ao longo de anos.
O problema é que “contratar três pessoas” está longe de ser trivial no Brasil de hoje. Existem pelo menos três forças trabalhando contra quem tenta resolver esse gargalo simplesmente abrindo vagas.
1. Apagão contábil: não tem gente qualificada disponível
Segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2025 do ManpowerGroup — que ouviu mais de 40 mil empregadores em 42 países —, 81% das empresas brasileiras relatam dificuldade para contratar profissionais qualificados. Trata-se de um dos índices mais altos da série histórica da pesquisa, acima da média global de 74%, e que vem crescendo de forma consistente desde 2018.
No setor contábil, esse cenário já ganhou até um apelido entre especialistas: “apagão contábil”. A escassez de profissionais com o conhecimento técnico atual já é uma dificuldade concreta para muitos escritórios. Além disso, a Reforma Tributária tende a intensificar esse gargalo, justamente porque exige especialização em regras que o mercado ainda está consolidando.
2. Quem você contratar, pode não ficar
Mesmo que o escritório consiga preencher as vagas, existe uma segunda armadilha: o Brasil lidera o ranking mundial de rotatividade de funcionários. Segundo levantamento da Robert Half com base em dados do CAGED, a taxa de turnover no país aumentou 56% em comparação ao período pré-pandemia. É a maior taxa do mundo, acima de países como Reino Unido, França e Bélgica.
Cada saída, porém, tem um preço. Estudos no mercado de RH estimam que o custo de substituição de um colaborador varia entre 50% e 200% do seu salário anual, considerando recrutamento, seleção, treinamento e a perda de produtividade durante a adaptação. Esses números tendem para o topo dessa faixa em posições técnicas e especializadas — exatamente o perfil que um escritório contábil precisa para operar Fiscal, Contábil e Departamento Pessoal.
3. A conta não é só salário
Juntando os dois pontos anteriores, a decisão de “contratar 3 pessoas” para a Reforma Tributária deixa de ser um cálculo simples de folha de pagamento. Ela passa a envolver:
- Tempo de recrutamento mais longo, num mercado onde 81% das empresas já relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados;
- Treinamento e curva de aprendizado, especialmente crítico durante uma transição em que o próprio mercado ainda está consolidando as regras tributárias;
- Risco real de perda desses profissionais dentro de pouco tempo, dado o índice recorde de rotatividade do país;
- Custo de reposição, caso isso aconteça, que pode chegar a até 2 vezes o salário anual da posição.
Multiplicado por três colaboradores e sustentado ao longo de um período de transição de vários anos, esse não é mais um detalhe operacional. Trata-se de uma decisão estratégica, capaz de definir se o escritório consegue absorver a Reforma Tributária com segurança ou vai operar no limite durante anos.
Existe uma segunda forma de resolver isso
Diante desse cenário, um número crescente de escritórios tem optado por não resolver o problema exclusivamente por contratação interna. Em vez disso, transferem a execução operacional — Fiscal, Contábil e/ou Departamento Pessoal — para uma estrutura especializada, terceirizada, mantendo o relacionamento com o cliente final e a responsabilidade técnica dentro de casa.
Esse modelo muda a natureza do problema. Em vez de depender da velocidade — e da sorte — de contratar e reter três profissionais num mercado escasso e volátil, o escritório passa a contar com uma estrutura já pronta, cujo custo acompanha o volume de operação, não o organograma interno.
Como a ContabExpress se encaixa nesse cenário
É esse o papel que a ContabExpress cumpre hoje para mais de 110 escritórios contábeis parceiros em todo o Brasil: assumir a execução operacional de Fiscal, Contábil e Departamento Pessoal, com equipe dedicada à transição da Reforma Tributária e simulador de CBS e IBS por cliente. Enquanto isso, o escritório continua sendo o dono da relação com o cliente e da responsabilidade técnica perante o CRC.
Na prática, é uma resposta possível para a mesma pergunta que os números acima colocam na mesa: de onde vai vir a capacidade operacional para atravessar a Reforma Tributária, sem que ela dependa inteiramente de contratar — e torcer para reter — três pessoas num dos mercados de trabalho mais escassos e instáveis do mundo. Se você quer entender melhor como funciona a gestão terceirizada de escritório contábil, vale conferir esse tema com mais profundidade.
Se você quer entender como isso se aplicaria à operação do seu escritório, a ContabExpress faz uma análise de 20 minutos para mapear onde está o maior gargalo hoje — equipe, prazo, custo ou crescimento — e se faz sentido seguir daí.

